1º DIA: O CHAMADO
Uma menina morena de cabelos compridos, magrinha, estava de olhos arregalados, prestava muita atenção no que os 3 missionários falavam na casa da sua avó… Eles estavam ministrando um curso bíblico e apesar de ter apenas 9 anos, ela gostava muito de ouvir falar sobre Jesus; e naquele especial, Andressa Duarte Barragana, (este era o nome da menininha) com todo o seu coração se entregou a Cristo e tomou uma grande decisão: “Seria uma missionária!”
Quando comunicou a decisão a sua mãe, ela ficou muito preocupada e disse: “Você é muito nova para isto! O que vai fazer? Você ainda é muito criança!” Mas Andressa não desistiu, orou e pediu a Deus que lhe mostrasse a forma como ela poderia obedecer a ordem de Cristo “Ide por todo mundo e pregai o evangelho!”.
Andressa morava no Rio Grande do Sul, na cidade de Pelotas, num bairro chamado Vasco Pires. O bairro era pobre, e a família de Andressa também não era rica… Como fazer missão se não tinha dinheiro para viajar para longe? Nunca poderia ir à África, Estados Unidos, Europa ou a qualquer lugar fora do Brasil, como ser missionária então?
Andressa pensava e quanto mais pensava, mais seu coração ardia com a convicção de que Deus queria que ela fosse uma missionária.
Qual era a vontade de Deus para sua vida, então? Contribuir com missão, não era muito possível, sua família não tinha muitos recursos… Orar… Andressa já orava pelos missionários! No seu coração, Andressa sentia que já estava ficando tarde demais, ela precisava fazer algo!”
Ela pensava “Se não fizermos a nossa parte agora, se quisermos fazer amanhã, talvez não dê mais tempo”. O que ela poderia fazer?

2º DIA: CUMPRINDO A MISSÃO
Andressa pensou e orou, como ela poderia ser uma missionária, ela era ainda tão pequena, não tinha muito dinheiro? Pensou, pensou… e resolveu: “Evangelizaria as crianças do seu bairro”.
Andressa começou com evangelismo pessoal entregava folhetos, falava de Jesus para seus amigos e vizinhos, fazia visitas para os doentes, não conseguia ficar sem falar de Jesus, ela tinha necessidade de fazer algo para Deus, mas, no fundo do seu coração, ela sentia que precisava fazer algo mais.
Logo sentou uma vontade enorme de se batizar. De novo sua mãe lhe disse “Você ainda é muito nova tem apenas 9 anos! É uma criança!” Mas ela dizia: “Mãe, eu quero mostrar para Jesus, que tenho um compromisso muito forte com Ele. Quero me batizar, já está ficando tarde para mim!” A mãe não consegui entender aquela urgência da filha, mas deixou que ela pedisse ao pai, que não era crente, mas que concordou com a decisão da filha.
Uma semana após o batismo, Andressa abriu um ponto de pregação em casa, e todas as quintas-feiras, fazia culto com as crianças. O grupo de crianças foi crescendo cada dia mais…
No culto que ela mesma dirigia, ela contava histórias, falava de Jesus para as crianças e ensinava corinhos. Cada criança que queria ajudar no culto, devia convidar mais 2 crianças, e assim a quantidade de crianças no culto ia aumentando cada dia mais, primeiro 15 depois 25, 45, 86, 100 crianças! Ufa, eram muitas crianças, que vinham ouvir Andressa falar de Jesus.
Logo novas oportunidades foram aparecendo e em 4 anos, Andressa estava muito ocupada com a obra missionária, além de estudar, brincar e curtir os pais, como uma criança normal, ela dedicava todos os dias pelo menos uma hora do seu dia para Deus.
No Domingo, fazia um programa na rádio comunitária do bairro, com a participação das crianças, onde contava histórias, colocava hinos infantis, e sorteava brindes.
Na Segunda-Terça, fazia evangelismo e trabalhos missionários.
Na Terça-Feira, visitava um lar para idosos (asilo) e ali, compartilhava momentos de felicidades com as senhoras. Cantavam, dançavam, oravam, brincavam, à tarde; ministrava curso bíblico para as crianças da catequese.
Na Quarta-Feira, reunia pessoas em sua casa numa cooperativa de trabalhos manuais que arrecadava fundos para as crianças carentes do bairro onde morava e para os trabalhos de evangelismo, na cooperativa produziam pinturas em telhas, decoupage, vidros, biscuit, porta-retratos de E.V.A., imã para geladeira, entre outras coisas.
Na Quinta-Feira, à tarde, dirigia um culto com as crianças em sua casa, contava histórias bíblicas e cantava hinos, à noite, fazia visita nas casas dos irmãos da igreja, onde louvavam ao Senhor.
Na Sexta-Feira, dirigia o grupo de Oração Intercessória, nele as crianças apresentavam a Deus vários pedidos de oração, anotados em papéis, muitos pedidos foram atendidos nestas orações.
No Sábado, Andressa levantava cedo e levava algumas crianças à igreja que congrega.
Além das atividades diárias, Andressa ainda viajava pelo Brasil, testemunhando de sua vida missionária e incentivando líderes da Igreja à fidelidade e à pregação do Evangelho.
Incentivadas pelos dos cultos na casa de Andressa, muitas crianças saíram do grupo de Andressa e abriram novos grupos em suas casas, e assim a quantidade de crianças evangelizadas, naquele bairro, foi aumentando.
Que missão maravilhosa! Com apenas 14 anos, Andressa já era uma grande missionária! Sua mãe e irmã já frequentavam a igreja nesta época, mas seu pai ainda não tinha aceitado Jesus… Andressa se perguntava, quando conseguirei ganhar meu pai para Jesus?

3º DIA: AMANHÃ PODE SER TARDE DEMAIS!
Andressa continuava pregando, ao todo já eram 20 novos pontos de pregação abertos no seu bairro, após sua decisão de evangelizar as crianças, onde morava.
Quando comentavam sobre as várias atividades de Andressa, ela dizia: “Jesus nos dá vinte e quatro horas de proteção e cuidado, ele só nos pede uma hora para fazer o trabalho missionário, entregar um folheto, fazer um curso bíblico e ganhar uma alma para Jesus, teremos muito tempo para descansar no céu!”
Ela era tão dedicada ao trabalho voluntário que investiu o dinheiro de sua festa de 15 anos num retiro de jovens no Carnaval. Ela disse: “Minha festa será no céu, Jesus foi preparar-nos lugar!”
Já reconhecida como missionária mirim, Andressa era recebida com carinho e admiração. Em 4 anos, já ganhara mais de 100 almas para Cristo e sempre preocupada com a obra missionária, dizia “se não fizermos nossa parte agora, se quiser fazer amanhã, talvez não dê mais tempo!” e realmente o tempo acabou…
No dia 22 de Março de 2008, um acidente envolvendo o carro do pai de Andressa e um caminhão, matou a menina missionária de apenas 14 anos.
Após a morte de Andressa, seu pai, o Sr. André, aceitou e Jesus, e junto com sua esposa Simone e as 2 filhas, dirigem hoje o trabalho missionário que Andressa iniciou no seu bairro.
Ainda hoje, o exemplo de Andressa continua a emocionar, inspirar e a levar pessoas a Cristo. Tão jovem consegui fazer o que muitos não conseguem fazer durante a vida inteira.
E você, o que tem feito? Você pode ser um missionário, mesmo sendo criança. Deus hoje te chama para levar sua mensagem às crianças do seu bairro, aos seus vizinhos e familiares. Fale de Jesus, enquanto há tempo!

(Adaptação Michele Souza)

 

Andressa, “UMA VIDA PARA DEUS” a menina que viveu pouco e fez muito pelas pessoas.

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